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Cuidado com os nudes 2! Polícia prende suspeito de estupro virtual

Casas Bahia 10 Ago 2017



O cerco está se fechando cada vez mais contra quem não respeita a intimidade e a honra do seu cônjuge/parceiro. Agora a pouco publicamos que uma Comissão do Senado aprovou um projeto de lei que torna crime o pornô de vingança. Agora nesta notícia vamos contar o caso de um homem que foi preso no Piauí acusado de "estupro virtual", mostrando assim que nossas leis estão começando a se adequar às práticas do mundo virtual também. O termo "estupro virtual", obviamente, não aparece na Código Penal (CP). Mas as ações praticadas pelo sujeito se enquadram perfeitamente no artigo 213 do CP, que diz: Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso Em outras palavras, é crime alguém obrigar outra pessoa a praticar atos libidinosos contra sua vontade. E foi justamente isso que o piauiense fez. Ele é Técnico em Informática e tem 34 anos. Por 5 anos ele se relacionou com uma outra pessoa, hoje com 32 anos. Durante esse tempo, ele tirou fotos da vítima nua enquanto ela dormia.

Então, com o intuito de chantageá-la, ele criou um perfil falso em uma rede social (provavelmente o Facebook) e passou a ameaçar divulgar as imagens. Só não o faria, se ela enviasse mais imagens e vídeos íntimos, como fotos dela se masturbando com vibradores e inserindo outros objetos na vagina. E, como se não fosse o bastante, ele ainda criou um segundo perfil falso, desta vez com o nome dela e colocou todas as imagens que ela já havia enviado junto com fotos dela e dos filhos. O grau de exigência aumentou e a vítima, por sua vez, fez o que já devia ter feito desde o início: chamou a polícia. Com uma ordem judicial em mãos, conseguiram rastrear o IP do condenado e chegaram até a casa do infeliz. Ele é casado, tem um filho de 4 anos e sua esposa está grávida. Em seu computador foram encontrados mais de 50 mil imagens de mulheres nuas. Em vista disso a polícia resolveu investigar se ele já fez esse tipo de abuso com outras pessoas.

O homem confessou os crimes à polícia mas tentou amenizar ao dizer que estava "apenas brincando" com ela. A Justiça decretou sua prisão preventiva por 30 dias, para que se apurem mais fatos. Ao G1, o delegado que está cuidando do caso, Daniel Pires, disse: Não é a figura do estupro virtual, mas a questão do crime de estupro ocorrido em ambiente virtual. A conduta está tipificada como crime porque ela foi constrangida mediante grave ameaça para manter ato libidinoso. Esta é a primeira prisão do tipo no país. E esperamos que, com isso, mais mulheres criem coragem para denunciar esse e outros tipos de abuso sexuais e contra a honra.

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